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Um pouco sobre as doenças e as vacinas

Pneumocócica Conjugada 13-Valente

Vacina contra infecção pneumocócica

O pneumococo é uma bactéria responsável por casos graves de meningite, pneumonia, infecções da corrente sanguínea, sinusite e otite média em todo o mundo. As vacinas conjugadas contra infecção pneumocócica representam importante progresso na profilaxia das infecções pneumocócicas de crianças. A importância das infecções causadas por esta bactéria associada a excelente proteção desta vacina fez com que países desenvolvidos recomendassem a vacinação rotineira de todas as crianças com menos de dois anos.


As três primeiras doses da vacina devem ser aplicadas no 2º, 4º e no 6º mês de vida; uma quarta dose (1º reforço) deve ser aplicada entre 12-15 meses. As crianças que iniciarem a vacinação com idade entre sete meses e 11 meses necessitam de duas doses com intervalo de dois meses, e uma dose adicional aos 15 meses de idade; aquelas que iniciarem a vacinação entre 12 e 23 meses necessitam de apenas duas doses com intervalo de dois meses.

 

Recentemente, foi aprovada no Brasil a vacina pneumocócica conjugada 13-valente produzida pelo laboratório Wyeth. Esta vacina representa um grande avanço e inclui os 13 sorotipos mais prevalentes nas doenças pneumocócicas como meningite, pneumonia, e otite média aguda. Além dos sete sorotipos (4, 6B, 9V, 14, 18C, 19F e 23F) incluídos na vacina pneumocócica 7-valente deste mesmo laboratório a qual estava no mercado mundial há nove anos, outros seis sorotipos adicionais fazem parte desta nova vacina (1, 3, 5, 6A, 7F e 19A).

 

Somente a vacina 13-valente está aprovada para uso após dois anos de idade.

 

As crianças saudáveis que iniciarem a vacinação após os 24 meses necessitam de apenas uma dose desta vacina.

 

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Varicela

Vacina contra a catapora (varicela)

A varicela é doença altamente contagiosa. Na criança saudável, a varicela é geralmente uma doença benigna entretanto, por vezes, ocorrem complicações infecciosas secundárias da pele e formas graves da doença. Nos Estados Unidos, cerca de 50 a 100 crianças falecem anualmente devido à varicela e aproximadamente 10.000 necessitam internação hospitalar. A vacina contra a varicela está indicada a partir dos 12 meses de idade; quando a primeira dose for administrada entre 12 e 15 meses, a segunda dose deverá ser administrada entre os 4-6 anos de idade.

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MMR

Vacina contra o sarampo, caxumba e a rubéola (tríplice viral)

O sarampo é uma doença aguda e altamente contagiosa. O sarampo pode causar pneumonia, laringite, conjuntivite, otite e problemas cerebrais graves. A vacina MMR é altamente eficaz contra o sarampo também conferindo proteção contra a caxumba e a rubéola. Atualmente as crianças devem receber a primeira dose entre 12 a 15 meses de idade e a segunda dose entre 4 e 6 anos.

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MMRV

Vacina contra o sarampo, caxumba, rubéola e varicela (tetra viral)

A vacina combinada de vírus vivo atenuados contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela (tetra viral) é altamente eficaz e pode ser administrada a partir dos doze meses de idade; uma segunda dose deve ser realizada entre 4 e 6 anos. A vacina combinada contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela administrada numa só injeção reduz o desconforto para a criança e propicia maior comodidade para os pais. Na dependência do fabricante, esta vacina pode ser realizada a partir dos nove meses em caso de surtos epidêmicos.


Papilomavírus (HPV)

Vacina contra o papilomavírus humano

A infecção pelo HPV é uma doença sexualmente transmissível causada por um vírus denominado papilomavírus humano. Aproximadamente 15 a 20 tipos do HPV são oncogênicos, ou seja, estão associados com a ocorrência de casos de câncer do colo do útero. Cerca de 1 em cada 10 pessoas, no mundo, estão infectadas pelo HPV.

A vacina está recomendada para o sexo feminino idealmente entre 11 e 12 anos de idade, antes do início das atividades sexuais; as mulheres sexualmente ativas devem se vacinar respeitando-se os limites de idade recomendados pelos laboratórios. Atualmente estão disponíveis duas vacinas contra o HPV a serem administradas conforme o esquema: entre 9 e 26 anos de idade em três doses, no esquema 0-2-6 meses com a vacina quadrivalente do laboratório MSD ou entre 10 e 25 anos em três doses, no esquema 0-1-6 meses com a vacina bivalente do laboratório GSK.

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Hepatite B

Vacina contra a hepatite B

Estar protegido contra o vírus da hepatite B, é um cuidado de saúde básico que todos devem ter. Aliás, é esta a recomendação da Organização Mundial da Saúde desde 1997, quando a engenharia genética disponibilizou vacinas seguras e potentes que podem prevenir inclusive, o surgimento de doenças correlatas à hepatite B, como a cirrose e o câncer de fígado. O esquema de vacinação contra a hepatite B é composto por três doses: a primeira dose deve ser administrada nas primeiras 12 horas de vida; a 2º dose um mês após e a terceira dose seis meses após a primeira dose.

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Hepatite A

Vacina contra a hepatite A

A hepatite A pode acometer as diversas faixas etárias. Nas crianças, a infecção tende a ser leve ou assintomática; a hepatite fulminante é a complicação mais temida desta infecção. A gravidade do quadro clínico é maior quanto maior for a idade da pessoa. A hepatite A é adquirida principalmente pela via oro-fecal através do contato pessoa a pessoa ou pela ingestão de alimentos ou água contaminados. A vacina contra hepatite A está indicada a partir dos 12 meses de idade. O esquema de vacinação é composto por duas doses: a primeira dose na data escolhida e a segunda dose seis meses após a primeira dose. A vacina é segura e altamente eficaz.

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Meningo C

Vacina contra meningite meningocócica do tipo C

A necessidade desta vacina deve ser avaliada de acordo com a situação epidemiológica da ocorrência de meningite meningocócica pelo sorogrupo C. Está indicada para as crianças a partir de dois meses de idade; no Brasil, esta vacina está licenciada com indicação de duas doses (intervalo de um a dois meses entre as doses) em crianças com menos de um ano de idade. Recomenda-se uma única dose de reforço a partir dos 12 meses.

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Meningo A, C, Y, W135

Vacina quadrivalente contra meningite meningocócica dos sorogrupos A, C, Y, W135

A necessidade desta vacina deve ser avaliada de acordo com a situação epidemiológica da ocorrência de meningite meningocócica pelo sorogrupo C. Está indicada para as crianças a partir de dois meses de idade; no Brasil, esta vacina está licenciada com indicação de duas doses (intervalo de um a dois meses entre as doses) em crianças com menos de um ano de idade. Recomenda-se uma única dose de reforço a partir dos 12 meses.

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Gripe

Vacina contra o virus influenza

Tanto a GRIPE PANDÊMICA quanto a GRIPE SAZONAL tem sido responsável por casos graves acometendo as crianças, adultos e idosos. Portanto, esta vacina inativada contra o vírus influenza está recomendada para todos acima dos seis meses de idade. Os contactantes domiciliares dos bebês tais como os pais, os irmãos e as “babás ou cuidadoras” também devem se vacinar contra gripe para a proteção das crianças.

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Rotavirus

Vacina contra infecção por rotavirus

O rotavírus é a principal causa de gastroenterite (diarréia) grave nas crianças sendo responsável por 600.000 óbitos a cada ano no mundo; a maior parte ocorrendo nos países em desenvolvimento como o Brasil. A principal forma de transmissão se dá pela via fecal-oral, na maior parte das vezes através da ingestão de água, comidas e contato com superfícies contaminadas.

 

No Brasil são utilizadas duas vacinas contra rotavírus:

 

A vacina oral de rotavírus, pentavalente, é administrada no esquema de três doses. A 1º dose desta vacina deve ser administrada por via oral aos 2 meses, a 2ª dose aos 4 meses e a 3ª dose da vacina aos 6 meses de idade.

 

A vacina oral de rotavírus, monovalente, é administrada no esquema de duas doses; a 1ª dose desta vacina deve ser administrada por via oral aos 2 meses e a 2ª dose aos 4 meses de idade.

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DTP Acelular (tríplice bacteriana acelular)

As vacinas mais modernas denominadas vacinas acelulares contra a difteria, o tétano e a coqueluche apresentam menor ocorrência de reações tais como: dor no local da administração, febre elevada, irritabilidade e choro prolongado.

Sempre que possível, seu uso deve ser preferido. Nos países desenvolvidos estas vacinas acelulares constituem a vacina de preferência do calendário de vacinação. Embora estas vacinas mais modernas apresentem eficácia semelhante, elas estão associadas a uma ocorrência bem menor de efeitos adversos.

As três primeiras doses da vacina tríplice bacteriana acelular (DPTa) devem ser aplicadas no 2º, 4º e no 6º mês de vida; uma quarta dose (1º reforço) deve ser aplicada entre 15-18 meses e a quinta dose (2º reforço) entre 4-6 anos de vida.


DTP (tríplice bacteriana)

Vacina contra a difteria, tétano e a coqueluche (pertussis)

A vacina contra difteria, o tétano e a coqueluche clássica denominada de células inteiras (DPT) tem eficácia semelhante às vacinas mais modernas acelulares, entretanto apresentam maior ocorrência de reações adversas. As três primeiras doses da vacina tríplice bacteriana (DPT) devem ser aplicadas no 2º, 4º e no 6º mês de vida; uma quarta dose (1º reforço) deve ser aplicada entre 15-18 meses e a quinta dose (2º reforço) entre 4-6 anos de vida.


dTp Acelular (tríplice bacteriana acelular do tipo adulto)

Vacina acelular contra Difteria, Tétano e Coqueluche

Nos Estados Unidos esta vacina está recomendada a partir dos 11-12 anos de idade para aqueles que completaram a série primária com a DTP ou DTPa e não recebeu a dose de reforço da dT (dupla do adulto); no Brasil, a Sociedade Brasileira de Imunizações recomenda seu uso a partir dos 14 anos de idade.

 

Os adolescentes, adultos e idosos, com o esquema de vacinação básico completo contra tétano e difteria (três doses prévias), devem realizar um reforço a cada dez anos.

 

Os adultos com esquema de vacinação incompleto ou desconhecido, devem completar o esquema de três doses.

 

Está recomendado que todos os adultos utilizem a vacina contra a difteria, o tétano e a coqueluche acelular do tipo adulto (dTpa) em substituição a uma das doses da vacina contra o tétano e a difteria.

O uso da vacina contra difteria, tétano e coqueluche (dTpa) está especialmente indicado para a mãe no pós-parto e para todos os adultos que convivem ou cuidam de crianças com menos de um ano de idade. A ocorrência de coqueluche vem aumentando entre os adultos; estes têm sido responsáveis pela transmissão desta doença para as crianças durante o primeiro ano de vida. A coqueluche é causa de insuficiência respiratória, internação hospitalar e óbitos nesta faixa etária.

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dT

Vacina contra difteria e tétano (dupla bacteriana do adulto)

A vacina contra a difteria e o tétano está indicada como reforço a cada dez anos.

 

Está recomendado que todos os adultos utilizem a vacina contra a difteria, o tétano e a coqueluche acelular do tipo adulto (dTpa) em substituição a uma das doses da vacina contra o tétano e a difteria com intuito de se protegerem contra a coqueluche.


Para os adultos que nunca foram vacinados ou que desconhecem seu estado vacinal está indicado esquema de três doses sendo uma as doses realizadas com a dTpa.

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Haemophilus Tipo b

Vacina contra infecções por Haemophilus tipo b

Antes da introdução desta vacina, a infecção pelo Haemophilus influenzae tipo b era a principal causa de meningite bacteriana em países desenvolvidos, sendo também responsável por outras infecções bacterianas graves tais como: epiglotite, pneumonia e otite. A maior parte das infecções por este agente ocorre em crianças com menos de cinco anos de idade. As três primeiras doses devem ser aplicadas no 2º, 4º e no 6º mês de vida; reforço deve ser administrado entre 12-15 meses de idade.


Polio Oral (Sabin)

Vacina contra a paralisia infantil

As três primeiras doses da vacina contra a paralisia infantil devem ser aplicadas no 2º, 4º e no 6º mês de vida; uma quarta dose deve ser aplicada entre 15-18 meses e a quinta dose entre 4-6 anos de vida. Protege contra a poliomielite.


Polio Inativada (eIPV)

Vacina contra a paralisia infantil

Devido aos raros casos de poliomielite paralítica associada à vacina oral (Sabin), muitos países desenvolvidos recomendam de rotina a vacina inativada contra a poliomielite; outra vantagem é que esta vacina pode ser administrada sob a forma combinada com outras vacinas.


BCG

Vacina contra a tuberculose

Protege contra tuberculose e suas formas graves: meningite e formas disseminadas da doença. A criança deve ser vacinada o mais precoce possível, idealmente no 1º mês de vida. A reação vacinal é concluída em 6 meses; após este prazo, considera-se que houve resposta vacinal quando a cicatriz tem entre 3 e 9 mm e deve-se revacinar quando ela estiver ausente.


Febre amarela

Vacina contra a febre amarela

A vacina contra a febre amarela está indicada para crianças a partir dos 9 meses de idade que residam ou que irão viajar para as áreas endêmicas, de transição e de risco potencial. Quando indicada, a vacina deverá ser administrada pelo menos 10 dias antes da viagem.

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