Um
pouco sobre as doenças e as vacinas
BCG
Vacina contra a tuberculose
Protege contra tuberculose e suas formas graves: meningite e formas
disseminadas da doença. A criança deve ser vacinada o mais precoce
possível, idealmente no 1º mês de vida. A reação vacinal é concluída
em 6 meses; após este prazo, considera-se que houve resposta vacinal
quando a cicatriz tem entre 3 e 9 mm e deve-se revacinar quando ela
estiver ausente.
dT
Vacina contra difteria e tétano
A vacina contra a difteria e o tétano está indicada aos 10-11 anos
de idade desde que tenham sido decorridos cinco anos após a última
dose das vacinas contendo os toxóides diftérico e tetânico.
DTP (tríplice bacteriana)
Vacina contra a difteria, tétano e a coqueluche (pertussis)
A vacina contra difteria, o tétano e a coqueluche clássica
denominada de células inteiras (DPT) tem eficácia semelhante às
vacinas mais modernas acelulares, entretanto apresentam maior
ocorrência de reações adversas.
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DTP Acelular (tríplice bacteriana acelular)
Vacina contra a difteria, tétano e a coqueluche acelular
A difteria, o tétano e a coqueluche são doenças potencialmente
graves passíveis de prevenção pela vacinação. As três primeiras doses
da vacina (DPTa) devem ser aplicadas no 2º, 4º e no 6º mês de vida;
uma quarta dose (1º reforço) deve ser aplicada entre 15-18 meses e a
quinta dose (2º reforço) entre 4-6 anos de vida.
As vacinas mais modernas denominadas vacinas acelulares contra a
difteria, o tétano e a coqueluche apresentam menor ocorrência de
reações tais como: dor no local da administração, febre elevada,
irritabilidade e choro prolongado. Sempre que possível, seu uso deve
ser preferido. Nos países desenvolvidos estas vacinas acelulares
constituem a vacina de preferência do calendário de vacinação.
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Haemophilus Tipo b
Vacina contra infecções por Haemophilus tipo b
Antes da introdução desta vacina, a infecção pelo Haemophilus
influenzae tipo b era a principal causa de meningite bacteriana em
países desenvolvidos, sendo também responsável por outras infecções
bacterianas graves tais como: epiglotite, pneumonia e otite. A maior
parte das infecções por este agente ocorre em crianças com menos de
cinco anos de idade. As três primeiras doses devem ser aplicadas no
2º, 4º e no 6º mês de vida; reforço deve ser administrado entre 12-15
meses de idade.
Polio Oral (Sabin)
Vacina contra a paralisia infantil
As três primeiras doses da vacina contra a paralisia infantil devem
ser aplicadas no 2º, 4º e no 6º mês de vida; uma quarta dose deve ser
aplicada entre 15-18 meses e a quinta dose entre 4-6 anos de vida.
Protege contra a poliomielite.
Polio Inativada (eIPV)
Vacina contra a paralisia infantil
Devido aos raros casos de poliomielite paralítica associada à
vacina oral (Sabin), muitos países desenvolvidos recomendam de rotina
a vacina inativada contra a poliomielite; outra vantagem é que esta
vacina pode ser administrada sob a forma combinada com outras vacinas.
Pneumocócica Conjugada 7-Valente
Vacina contra infecção pneumocócica
O pneumococo é uma bactéria responsável por casos graves de
meningite, pneumonia, infecções da corrente sanguínea, sinusite e
otite média em todo o mundo. A vacina conjugada 7-valente contra
infecção pneumocócica representa importante progresso na profilaxia
das infecções pneumocócicas de crianças. A importância das infecções
causadas por esta bactéria associada a excelente proteção desta vacina
fez com que países desenvolvidos recomendassem a vacinação rotineira
de todas as crianças com menos de dois anos.
As três primeiras doses da vacina devem ser aplicadas no 2º, 4º e no
6º mês de vida; uma quarta dose (1º reforço) deve ser aplicada entre
12-15 meses. As crianças que iniciarem a vacinação com idade entre
sete meses e 11 meses necessitam de duas doses com intervalo de dois
meses, e uma dose adicional aos 15 meses de idade; aquelas que iniciarem a vacinação entre
12 e 23 meses necessitam de apenas duas doses com intervalo de dois
meses. As crianças saudáveis que iniciarem a vacinação após os 24
meses necessitam de apenas uma dose da vacina.
MMR
Vacina contra o sarampo,
caxumba e a rubéola (tríplice viral)
O sarampo é uma doença aguda e altamente contagiosa. O sarampo pode
causar pneumonia, laringite, conjuntivite, otite e problemas cerebrais
graves. A vacina MMR é altamente eficaz contra o sarampo também
conferindo proteção contra a caxumba e a rubéola. Atualmente as
crianças devem receber a primeira dose entre 12 a 15 meses de idade e
a segunda dose entre 4 e 6 anos.
[
SAIBA MAIS ]
Sarampo
Vacina contra o sarampo
O sarampo é uma doença aguda e altamente contagiosa. O sarampo pode
causar pneumonia, laringite, conjuntivite, otite e problemas cerebrais
graves. A vacina contra o sarampo é altamente eficaz. No Brasil esta
vacina é aplicada aos nove meses de idade. Após o primeiro ano de
vida, é preferível completar o esquema vacinal utilizando a vacina
tríplice viral (MMR) pois além do sarampo esta vacina também confere
proteção contra a caxumba e a rubéola.
Hepatite B
Vacina contra a hepatite B
Estar protegido contra o vírus da hepatite B, é um cuidado de saúde
básico que todos devem ter. Aliás, é esta a recomendação da
Organização Mundial da Saúde desde 1997, quando a engenharia genética
disponibilizou vacinas seguras e potentes que podem prevenir
inclusive, o surgimento de doenças correlatas à hepatite B, como a
cirrose e o câncer de fígado. O esquema de vacinação contra a hepatite
B é composto por três doses: a primeira dose deve ser administrada nas
primeiras 12 horas de vida; a 2º dose um mês após e a terceira dose
seis meses após a primeira dose.
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Hepatite A
Vacina contra a hepatite A
A hepatite A pode acometer as diversas faixas etárias. Nas
crianças, a infecção tende a ser leve ou assintomática; a hepatite
fulminante é a complicação mais temida desta infecção. A gravidade do
quadro clínico é maior quanto maior for a idade da pessoa. A hepatite
A é adquirida principalmente pela via oro-fecal através do contato
pessoa a pessoa ou pela ingestão de alimentos ou água contaminados. A
vacina contra hepatite A está indicada a partir dos 12 meses de idade.
O esquema de vacinação é composto por duas doses: a primeira dose na
data escolhida e a segunda dose seis meses após a primeira dose. A
vacina é segura e altamente eficaz.
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Varicela
Vacina contra a catapora (varicela)
A varicela é doença altamente contagiosa. Na criança saudável, a
varicela é geralmente uma doença benigna entretanto, por vezes,
ocorrem complicações infecciosas secundárias da pele e formas graves
da doença. Nos Estados Unidos, cerca de 50 a 100 crianças falecem
anualmente devido à varicela e aproximadamente 10.000 necessitam
internação hospitalar. A vacina contra a varicela está indicada a
partir dos 12 meses de idade; quando a primeira dose for administrada
entre 12 e 15 meses, a segunda dose deverá ser administrada entre os
4-6 anos de idade.
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Meningite Meningocócica C
Vacina contra meningite meningocócica
A necessidade desta vacina deve ser avaliada de acordo com a
situação epidemiológica da ocorrência de meningite meningocócica pelo
sorogrupo C. Está indicada para as crianças a partir de dois meses de
idade; no Brasil, esta vacina está licenciada com indicação de duas
doses (intervalo de um a dois meses entre as doses) em crianças com
menos de um ano de idade. Recomenda-se uma única dose de reforço a
partir dos 12 meses.
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Gripe
Vacina contra o virus influenza
A vacina inativada contra o vírus influenza está recomendada
anualmente para todas as crianças entre seis meses e cinco anos de
idade. Os contactantes domiciliares dos bebês tais como os pais, os
irmãos e as “babás ou cuidadoras” também devem se vacinar contra gripe
para a proteção das crianças abaixo de cinco anos de idade.
As crianças entre 6 e 35 meses devem receber a dose de 0,25 ml; nas
crianças com mais de 3 anos a dose é de 0,5 ml.
As crianças com menos de 9 anos de idade que utilizarem esta vacina
pela primeira vez devem receber duas doses com intervalo mínimo de 1
mês entre as doses. As crianças que tenham previamente recebido a
vacina necessitam apenas de uma única dose anual.
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Rotavirus
Vacina contra infecção por rotavirus
O rotavírus é a principal causa de gastroenterite (diarréia) grave
nas crianças sendo responsável por 600.000 óbitos a cada ano no mundo;
a maior parte ocorrendo nos países em desenvolvimento como o Brasil. A
principal forma de transmissão se dá pela via fecal-oral, na maior
parte das vezes através da ingestão de água, comidas e contato com
superfícies contaminadas.
A primeira dose da vacina contra rotavírus deve ser iniciada entre 1
mês e 15 dias (6 semanas) a 3 meses e 7 dias (14 semanas);
idealmente aos 2 meses de vida. A segunda dose deve ser
administrada entre 3 meses e 7 dias (14 semanas) a 5 meses e 15 dias
(24 semanas); idealmente aos 4 meses de vida. O intervalo
mínimo entre as doses deve ser de pelo menos 4 semanas e as idades
para o início da primeira dose e da segunda dose devem ser
estritamente respeitadas.
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Papilomavírus (HPV)
Vacina contra o papilomavírus humano
A vacina quadrivalente recombinante
contra o papilomavírus humano está recomendada de rotina para meninas
entre 11-12 anos, mas pode ser administrada a partir dos nove anos;
esta vacina também está recomendada nas meninas e mulheres entre os 13
e 26 anos que não receberam ou que não completaram o esquema vacinal.
Idealmente, a vacina deve ser administrada antes do início da
atividade sexual.
A vacina quadrivalente deve ser
administrada por via intramuscular no deltóide em três doses separadas
de 0,5 ml, de acordo com o seguinte esquema:
- primeira dose: na data
escolhida;
- segunda dose: 2 meses após a primeira dose;
- terceira dose: 6 meses após a primeira dose;
Doses adicionais não estão recomendadas.
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Febre amarela
Vacina contra a febre amarela
A vacina contra a febre amarela está indicada para crianças a
partir dos 9 meses de idade que residam ou que irão viajar para as
áreas endêmicas, de transição e de risco potencial. Quando indicada, a
vacina deverá ser administrada pelo menos 10 dias antes da viagem.
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